segunda-feira, 16 de dezembro de 2019

‘Nós’ e ‘A Gente’!


Muitos têm assumido o pronome ‘a gente’ como a primeira pessoa do plural, o que demonstra a sua aceitação e a sua funcionalidade. Assim fica a dúvida: qual o pronome mais correto? “A Gente” ou “Nós”?



Na verdade não há um mais correto que outro. Equivalem-se. Um inclusive – a gente – tem a concordância mais simplificada. Quando dizemos ‘a gente’, todos os verbos que concordarem com essa expressão estarão obrigatoriamente no singular. Diz-se a ‘gente vai’ e não ‘a gente fomos’ mas se a usar o verbo no plural, use o pronome ‘nós’, ‘nós fomos…’, ‘nós viemos…’, ‘nós concordamos…’. Não existem certo e errado, existe uma outra forma de se transmitir uma mesma ideia, de modo simples – ‘a gente’ – ou de modo mais cerimonioso, sério, formal – ‘nós’.


A Filipa quer simplesmente abolir a forma “a gente” na função pronominal. É verdade que a gramática tradicional considera apenas a existência dos pronomes pessoais eu, tu, ele, nós, vós e eles – que não inclui formas como “você” e “a gente”. Por isso, quando fazemos o uso da norma culta, devemos exigir o “nós”. Já na comunicação informal, “a gente” é perfeitamente aceitável.




Até mesmo o genial Machado de Assis, famoso pelo fino trato com as palavras, escreveu: “A vida é cheia de obrigações que a gente cumpre, por mais vontade que tenha de as infringir deslavadamente.”



Filipe Coutinho

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segunda-feira, 15 de julho de 2019

Hello, Hello… então!?




Qual será o motivo que faz com que algumas pessoas contem as mesmas coisas com alguma frequência?

Os estudiosos têm analisado dois tipos de memória. Basicamente, são a memória “de entrada” (lembrar de quem lhe contou algo) e a “de saída” (distinguir aquele a quem contou algo).

Sabemos que com a idade este fenómeno acaba por se revelar de forma mais evidente, já que as pessoas idosas tendem a contar várias vezes uma mesma lembrança das suas vidas. 

De facto, os académicos concluíram que com o avançar da idade, o nosso cérebro perde paulatinamente a habilidade de lembrar com quem compartilhamos determinada informação. Embora a Filipa tenha um super-cérebro, dentro do seu género, e com a inspeção em dia, aparenta, com alguma frequência, ter uma falha cristalina, tanto na memória “de entrada” como na memória “de saída”.



Muitas vezes o Filipe acaba por ter de lhe dizer, “olha, já me disseste isso” ou, “foi comigo que partilhaste esse assunto”. Não é grave, é diferente.




Filipe Coutinho

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terça-feira, 16 de abril de 2019

Casa Branca



O closet da Filipa, ou antes, o closet que a Filipa exigiu, passou a chamar-se, pelo menos aqui por casa, por Casa Branca. Um espaço inviolável, bem grande, com certeza, e que é o sonho de muitas mulheres. A Filipa como é uma super-mulher, esse sonho é também um super-sonho. Tudo por aqui é, ou tem que ser, proporcional!

Os homens acabam por se contentar com um cantinho no guarda-roupa do casal ou enquanto solteiros com um armário simples de duas portas. 


Ao contrário da Filipa, que quanto mais espaço tem mais precisa, o Filipe tem o seu quinhão no quarto do casal. Sobrevive.

A Filipa vive feliz no meio das roupas, dos calçados e dos acessórios, sempre com tudo muito bem organizado. Com tudo arrumadinho, até dá gosto ver os muitos pares de Levi Strauss e os inúmeros pares de sapatos e botas todos expostos como numa loja! Quem nunca sonhou em ter a sua própria vitrine de sapatos em casa? 



A Filipa sonhou!



Filipe Coutinho

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domingo, 24 de março de 2019

terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Escherichia Coli


Encontrei o meu Miguel de Vasconcelos’…!?

Contudo, este não esteve aliado à corte castelhana de Madrid nem tinha plenos poderes para me aplicar pesados impostos. Este travestiu-se de E.Coli e andou por aí a causar-me estranhas sensações.



O Miguel de 1640, quando se apercebeu que não podia fugir, escondeu-se num armário, fechou-se lá dentro, e tinha uma arma. O que o denunciou foi o tamanho do armário. Ao tentar mudar de posição, remexeu-se, o que bastou para os conspiradores rebentarem a porta e o crivarem de balas. Depois atiraram-no pela janela fora.

Pois eu utilizei a velha técnica da medicina contemporânea, isto é, fui ao Sr. Doutor e fiz umas análises. Lá estava ele escondido – no caso, uma ela – ainda com cara de comprometida, a tentar criar mais caos à sua volta. Mas esta Coli é daquelas que têm no seu ADN o gene da traição. O nosso ‘organismo’ está cheio delas e na sua grande maioria têm boas intenções. Esta NÃO, era o meu ‘Miguel de Vasconcelos’. São elas, as E-Coli, que nos protegem da invasão de outras bactérias, com o objetivo de nos ajudarem a garantir o bom funcionamento dos sistemas.

De facto andei com os sistemas meio confusos durante algumas semanas, mas a Filipa equilibrou a confusão. Ainda assim não houve quebra no serviço, foram dias de festa, jantares e almoços sucessivos sem cessar.  


  
Filipe Coutinho

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terça-feira, 22 de janeiro de 2019

O ‘organismo’


Ultimamente o ‘organismo’ tem tido um protagonismo inesperado. Ambos, o Casal e o ‘organismo’, têm tido necessidade de se confrontarem. As vitórias e as derrotas vão-se dividindo.



Devo confessar que tenho dado mais armas ao ‘organismo’ do que a Filipa e, nesse sentido, sinto que tenho andado a remar contra a corrente. Parece que de repente somos três cá em casa, quando não somos quatro. De facto quando o ‘organismo’ ataca com todas as armas acabamos por ser quatro à mesa, quatro a ver filmes ou mesmo quatro a dormir. Enfim, um rebuliço.

O facto é que o ‘organismo’ anda por aí a causar danos, ainda que temporários, mas, como diz o Povo que é sábio, “elas não matam mas moem”!

Estou a desenvolver um plano para fazer com que o ‘organismo’ se sinta ignorado e inofensivo. Já tenho parceiros e todos juntos, com a preciosa ajuda da Filipa, vamos dominar o ‘bicho’.


Agora vou ao Sr. Doutor... e
amanhã vou à FARMÁCIA!


Filipe Coutinho


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quinta-feira, 3 de janeiro de 2019

Boas CONTINUAÇÕES


Desde o dia 13 de dezembro até agora aconteceram muitas coisas, sem cessar. Foi a preparação do Natal, foi o Natal, foi a preparação do Fim do Ano, foi o Fim do Ano e finalmente foi a descoberta de um Ano Novo, agora denominado por 2019.



Os festejos e os desejos foram imensos. Foram os equivalentes àquelas entrevistas feitas às candidatas a Miss Universo, que desejam sempre a Paz no mundo e que todas as crianças saltem e pulem de felicidade. Que no Natal o amor e a esperança aqueçam os nossos corações e que o Ano Novo traga grandes realizações e muita felicidade para todos. Mais um ano se encerra, mais um ciclo se fecha e é tempo de fazer uma retrospetiva. É tempo de olhar para trás e rever os planos que foram traçados, o caminho que foi percorrido, as metas e os objetivos que foram alcançados. É tempo também de olhar para a frente, refazer planos, vislumbrar novos horizontes, e abrir o coração para sonhar.

Há aqui imensa ternura e toneladas de compromissos sérios. Muitos até acabam por dizer que compartilham o local de trabalho com pessoas tão maravilhosas, que até os anos passam mais rápido, pois a vida ganha mais significado e alegria.

Nós, por aqui, não fizemos nada disto (...) não embarcámos em mensagens comuns, mensagens melosas, apenas dissemos adeus ao ano velho com muita alegria e animação e entrámos no ano novo com o pé e a roda direita, cheios de esperança no coração! Também, desejámos que este ano, que agora começa, traga muita paz, saúde, amor e mais sabedoria e que seja um ano iluminado e abençoado. Celebrámos ainda a vida junto de quem amamos porque chegou o momento de repensar sobre o que não foi feito, o que foi e o que queremos fazer amanhã. Não esquecemos o Natal porque ainda que não tenhamos idade para acreditar no Papai Noel, em honra da nossa infância, pedimos um presente para todos vocês, amigos do coração e da vida.


Em síntese,

BOAS CONTINUAÇÕES



Filipe Coutinho


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quinta-feira, 13 de dezembro de 2018

“Abri a Pestana”


Ultimamente, entre as 23:30 e as 0:45, a Filipa tem evidenciado um constante estado de pré-adormecida. Eu, consciente desse facto, sempre atento às suas dificuldades, defini um plano para a ajudar a ultrapassar esse constrangimento. Recorri à intelectualização e arquitectei um plano que denominei por Plano +25.

Sabemos que o “Abre a pestana!” ou o “Põe-te esperto!”, são modos de alerta para os perigos que andam por aí. No caso, o alerta, esse, é daqueles que tende a perdurar. O que se tem passado diariamente entre as 23:30 e as 0:45, confirma-o.

Basicamente, o meu Plano +25 consiste em chegar ao quarto ‘pé-ante-pé’, reduzindo o ruído a quase zero. Uma espécie de carro elétrico modelo Tesla S 100D. Todo o processo – e aqui incluo o tirar os sapatos, as calças, as meias, fazer os abdominais e estender o dorso – demora cerca de 25 minutos, se não incluirmos outras atividades extra-curriculares. Têm sido 25 minutos em modo de silêncio ativo.

Contudo, a Filipa apanha-me sempre e ainda vocifere, “Precisas de ajuda?”. Como base no que disse Abraham Lincoln, «Posso enganar todos por algum tempo, posso enganar alguns durante todo o tempo, mas não posso enganar todos durante todo o tempo».



Filipe Coutinho

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terça-feira, 11 de dezembro de 2018

Pleonasmite


Creio que a Filipa tem momentos em que evidencia pleonasmite. É uma doença holística, para a qual não se conhecem nem vacinas nem antibióticos, que se revela quando alguém procura compreender os fenómenos na sua globalidade com recurso frequente ao uso de pleonasmos.

São exemplo o estar atento aos “pequenos detalhes”, dividir o gelado em “metades iguais”, “vou fazer xixi aqui” ou ainda quando fala em “factos reais”.

Contudo, a Filipa revela progressos significativos quando avalia a expressão “na minha opinião pessoal” como um pleonasmo descarado. Estou totalmente de acordo, é frequente e é grave. Digo-o com convicção pessoal!



A “viver a vida” com um “sorriso nos lábios” e sem qualquer “surpresa inesperada”, considero que a Filipa é a “principal protagonista” da minha “própria vida”.




Filipe Coutinho

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sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Porquê? Porquêêêêê?

A clássica idade dos porquês surge por volta dos três/quatro anos, embora possa surgir mais tardiamente, dependendo da estimulação e capacidade intelectual de cada criança entre outros factores ambientais e familiares.

Surpreendentemente, a Filipa voltou – ou nunca saiu – da idade dos porquêêêêê. Acaba por ser contraditório face ao progresso registado no processo que denominei por ‘INTELECTUALIZAR’.

e é isto, diariamente… pelo menos no ultimo mês!!?
  • Vou abrir uma Box ‘Venâncio da Costa Lima’ e beber um branco fresquinho, PORQUÊ?
  • Vou à casa de banho, volto já, PORQUÊ?
  • Tenho que preparar um artigo para o Minuto Acessível, PORQUÊ?
  • Estou a pensar em…, PORQUÊ?


Creio que a Filipa começa a ter uma melhor compreensão do seu próprio eu, quer perceber-se a si mesma, em síntese, sente necessidade de compreender o novo mundo que a rodeia. Mas antes de saber o que fazer, a curiosidade começa a manifesta-se de um modo mais intuitivo, ou antes, de uma forma mais sensorial. À medida que evolui, desenvolve algumas capacidades até agora escondidas e é mais eficiente na comunicação. Pragmaticamente, começa a questionar-me sobre tudo o que quer compreender.

Por mais saturado que esteja, não devo ignorar as perguntas ou pedir que se cale. É preferível combinar com ela que depois do jantar lhe responderei com mais calma. Se é travada no momento em que faz perguntas, poderá sentir-se desvalorizada e até perder o interesse e vontade de descobrir coisas novas. E em futuros momentos do seu processo de aprendizagem, poderá não questionar ou tirar dúvidas por medo ou insegurança, ou mesmo por achar que não é pertinente. 



Contudo vou evitar dar respostas muito longas e elaboradas, dar 
respostas antes que ela pergunte e evitar dar respostas incorrectas ou fantasiosas porque quando ela descobrir a verdade, ficará confusa.



Filipe Coutinho

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