A
clássica idade dos porquês surge por volta dos três/quatro anos, embora possa
surgir mais tardiamente, dependendo da estimulação e capacidade intelectual de
cada criança entre outros factores ambientais e familiares.
Surpreendentemente,
a Filipa voltou – ou nunca saiu – da idade dos porquêêêêê. Acaba por ser
contraditório face ao progresso registado no processo que denominei por ‘INTELECTUALIZAR’.
- “Vou abrir uma Box ‘Venâncio da Costa Lima’ e beber um branco fresquinho”, PORQUÊ?
- “Vou à casa de banho, volto já”, PORQUÊ?
- “Tenho que preparar um artigo para o Minuto Acessível”, PORQUÊ?
- “Estou a pensar em… “, PORQUÊ?
Creio
que a Filipa começa a ter uma melhor compreensão do seu próprio eu, quer
perceber-se a si mesma, em síntese, sente necessidade de compreender o novo
mundo que a rodeia. Mas antes de saber o que fazer, a curiosidade começa a
manifesta-se de um modo mais intuitivo, ou antes, de uma forma mais sensorial.
À medida que evolui, desenvolve algumas capacidades até agora escondidas e é
mais eficiente na comunicação. Pragmaticamente, começa a questionar-me sobre tudo o que quer
compreender.
Por mais saturado que esteja, não devo ignorar as perguntas ou pedir que se cale. É preferível combinar com ela que depois do jantar lhe responderei com mais calma. Se é travada no momento em que faz perguntas, poderá sentir-se desvalorizada e até perder o interesse e vontade de descobrir coisas novas. E em futuros momentos do seu processo de aprendizagem, poderá não questionar ou tirar dúvidas por medo ou insegurança, ou mesmo por achar que não é pertinente.
Por mais saturado que esteja, não devo ignorar as perguntas ou pedir que se cale. É preferível combinar com ela que depois do jantar lhe responderei com mais calma. Se é travada no momento em que faz perguntas, poderá sentir-se desvalorizada e até perder o interesse e vontade de descobrir coisas novas. E em futuros momentos do seu processo de aprendizagem, poderá não questionar ou tirar dúvidas por medo ou insegurança, ou mesmo por achar que não é pertinente.
Contudo vou evitar dar respostas muito longas e elaboradas, dar
respostas antes
que ela pergunte e evitar dar respostas incorrectas ou
fantasiosas porque quando ela descobrir a verdade, ficará confusa.
Filipe
Coutinho
Para o Casal,

