sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

Porquê? Porquêêêêê?

A clássica idade dos porquês surge por volta dos três/quatro anos, embora possa surgir mais tardiamente, dependendo da estimulação e capacidade intelectual de cada criança entre outros factores ambientais e familiares.

Surpreendentemente, a Filipa voltou – ou nunca saiu – da idade dos porquêêêêê. Acaba por ser contraditório face ao progresso registado no processo que denominei por ‘INTELECTUALIZAR’.

e é isto, diariamente… pelo menos no ultimo mês!!?
  • Vou abrir uma Box ‘Venâncio da Costa Lima’ e beber um branco fresquinho, PORQUÊ?
  • Vou à casa de banho, volto já, PORQUÊ?
  • Tenho que preparar um artigo para o Minuto Acessível, PORQUÊ?
  • Estou a pensar em…, PORQUÊ?


Creio que a Filipa começa a ter uma melhor compreensão do seu próprio eu, quer perceber-se a si mesma, em síntese, sente necessidade de compreender o novo mundo que a rodeia. Mas antes de saber o que fazer, a curiosidade começa a manifesta-se de um modo mais intuitivo, ou antes, de uma forma mais sensorial. À medida que evolui, desenvolve algumas capacidades até agora escondidas e é mais eficiente na comunicação. Pragmaticamente, começa a questionar-me sobre tudo o que quer compreender.

Por mais saturado que esteja, não devo ignorar as perguntas ou pedir que se cale. É preferível combinar com ela que depois do jantar lhe responderei com mais calma. Se é travada no momento em que faz perguntas, poderá sentir-se desvalorizada e até perder o interesse e vontade de descobrir coisas novas. E em futuros momentos do seu processo de aprendizagem, poderá não questionar ou tirar dúvidas por medo ou insegurança, ou mesmo por achar que não é pertinente. 



Contudo vou evitar dar respostas muito longas e elaboradas, dar 
respostas antes que ela pergunte e evitar dar respostas incorrectas ou fantasiosas porque quando ela descobrir a verdade, ficará confusa.



Filipe Coutinho

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