Isso de ser feliz tem muito que se lhe diga.
Não há certo ou errado.
É diferente para todos e ainda bem.
A Filipa ‘passa-se’ um pouco, sempre que eu lhe dou conta de quase tudo o que se passa à minha volta, seja comigo ou com qualquer coisa que mexa! Também está no meu ADN dizer-lhe com frequência o que faço, o que fiz e o que vou fazer agora ou mais logo. Uma fatia gorda da minha felicidade é tudo isto. Gosto de partilhar.
O problema, ou antes, a questão que pode emergir desta minha partilha em 'tempo real' é a de poder estar a ser inconveniente. Na verdade, para mim, é um conforto autossustentado. Sinto-me mais seguro, sinto que pertenço a algo maior que eu, muito maior que a minha ‘vidinha ’apenas porque envolvo os que amo no que faço ou deixo de fazer. Provavelmente exagero.
Agora, o desafio, também em 'tempo real', é o de compatibilizar esta minha atitude com outras, que são, na prática, quase o oposto. Digo outras, porque este meu ‘tempo real’ envolve também os amigos. Tudo obviamente nas devidas proporções. A Filipa é uma ‘proporção’ maior. Óbvio.
Isto tudo para chegar à felicidade e à harmonia. São vizinhas. Há quem prefira a harmonia à felicidade. Contudo, pelo menos para mim, ambas são importantes. Este meu ‘tempo real’ está mais ligado à harmonia, ou seja, corresponde a viver mais com a nossa própria consciência, com o nosso meio envolvente, com a pessoa que amamos e com os amigos que consideramos imprescindíveis. No final do dia este modus vivendi serve a felicidade e isso é relevante.
Filipe Coutinho
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