Quando nós achamos que sabemos tudo,
vem a pandemia e muda todas as conversas.
Não há nada como sair de casa cá dentro
“Filipa, lembras-te o que tínhamos combinado?
Pois é, ficámos de ir a casa dos
Ló para comemorarmos o primeiro ano do lançamento da nossa marca de vinhos! De
qualquer forma, acho que devíamos falar primeiro com os Rodrigues para
saber se eles também estão a pensar juntar-se a nós. Quanto aos outros não sei mas acredito que seremos 10 ou 12 à mesa.
Mudando de assunto, amanhã
temos de sair mais cedo para conseguirmos chegar ao ginásio antes de todos os outros de forma a evitarmos as cenas do costume. Não queria que se repetisse aquela situação das
raquetes e muito menos ter de ficar outra vez no balneário azul.
Amanhã vou preparar toda a
documentação para participarmos no concurso de que te falei a semana passada –
o mestre cavaleiro – e seria fantástico se a Madrinha também se inscrevesse.
Podias falar com ela ainda hoje, e dizer-lhe que as inscrições estão limitadas
ao número de cavalos disponíveis. Ela podia montar o ROJÃO porque, para além de
gostar dele, tem conseguido bons resultados. Se bem me
lembro, da ultima vez ficou à frente dos Raposos.
Também, tenho andado
preocupado com a nossa viagem a Paris porque parece que a maioria dos hotéis estão cheios.
Caso a situação se mantenha, proponho que façamos a viagem a meio da próxima semana e que
aproveitemos a situação para fazer uma espécie de fim-de-semana antecipado. Podemos
até convidar os Pierre para almoçarem connosco, logo na quinta-feira,
já que não os vemos há mais de um ano.
Agora vou a casa dos Guimarães para acertarmos todos os pormenores sobre a Festa do Presunto. O Tiago e a Mafalda Antunes vão lá estar. Queres que adiante alguma coisa sobre o teu projeto das tatuagens ou vens também!
Filipa, qual é o filme que queres ver hoje?
Se calhar preferes uma série.
Telefonas-te aos Azevedos? ”
Filipe Coutinho