Encontrei
o meu ‘Miguel de Vasconcelos’…!?
Contudo,
este não esteve aliado à corte castelhana de Madrid nem tinha plenos poderes
para me aplicar pesados impostos. Este travestiu-se de E.Coli e andou por aí a
causar-me estranhas sensações.
O
Miguel de 1640, quando se apercebeu que não podia fugir, escondeu-se num
armário, fechou-se lá dentro, e tinha uma arma. O que o denunciou foi o tamanho
do armário. Ao tentar mudar de posição, remexeu-se, o que bastou para os conspiradores
rebentarem a porta e o crivarem de balas. Depois atiraram-no pela janela fora.
Pois
eu utilizei a velha técnica da medicina contemporânea, isto é, fui ao Sr.
Doutor e fiz umas análises. Lá estava ele escondido – no caso, uma ela – ainda
com cara de comprometida, a tentar criar mais caos à sua volta. Mas esta Coli é
daquelas que têm no seu ADN o gene da traição. O nosso ‘organismo’ está
cheio delas e na sua grande maioria têm boas intenções. Esta NÃO, era o meu ‘Miguel de Vasconcelos’. São elas,
as E-Coli, que nos protegem da invasão de outras bactérias, com o objetivo de nos
ajudarem a garantir o bom funcionamento dos
sistemas.
De
facto andei com os sistemas meio confusos durante algumas semanas, mas a Filipa
equilibrou a confusão. Ainda assim não houve quebra no serviço, foram dias de
festa, jantares e almoços sucessivos sem cessar.
Filipe
Coutinho
Para o Casal,



