Quando achamos
que temos todas
as respostas,
vem a vida e
muda todas as perguntas.
Subitamente,
fomos declarados 'pandémicos'. O facto é que eu, Filipe Coutinho, já tinha começado
a fazer contas à vida no final de janeiro. Estas surpresas chinesas nunca são
surpresas, são certezas obscuras. A Filipa, no alto da sua tranquilidade, disse
à altura que o bicho era uma ficção e que tudo não passava de folclore para
favorecer as farmacêuticas, os chineses, quaisquer outros interesses globais,
ou mesmo para favorecer as tartarugas Ninja!
Eu,
como referi em janeiro, ‘confinei’ o pensamento e considerei que o surto era
muito mais perigoso do que se perspetivava e agi em conformidade. Fiz umas compras
antecipadas – gel, álcool, luvas, medicamentos – mas esqueci-me das máscaras. Disse
à altura que tudo ou quase tudo ia fechar, que o alarme social poderia gerar
situações de conflitualidade generalizada nas ruas, que o estado de emergência
ia ser declarado e que muito provavelmente poderíamos vir a assistir à declaração
de estado de sítio. À excepção das compras, acho que exagerei de sobremaneira.
Só na
transição do estado de calamidade para o 1º estado de emergência é que a Filipa
despertou e começou a considerar que a situação era mais séria do que ela tinha
previsto. Curiosamente, esse foi o momento em que comecei a considerar que o
exagero estava instalado. Tive acesso a uma entrevista dada por um médico
português – André Dias, PhD., Doutorado em Modelação de Doenças Pulmonares pela
Universidade de Tromso, na Noruega – que enfatizou, com base em dados reais,
que o modo como o mundo estava a lidar com a pandemia do novo coronavírus era
injustificada. Foi a autópsia de um EQUÍVOCO.
A
Filipa, entretanto, adaptou-se ao COVID-19 e, independentemente das informações
contraditórias, fossem elas oficiais ou oficiosas, começou a dar corda aos
sapatos e era o ver se te avias. Equipada com o seu EPI, ajudava tudo e todos e
não havia medo que a detivesse.
Ambos
fizemos o download do nosso ‘novo normal’
e já estamos prontos para a nova
temporada,
Filipe
Coutinho
Para o Casal,

