terça-feira, 29 de janeiro de 2019

Escherichia Coli


Encontrei o meu Miguel de Vasconcelos’…!?

Contudo, este não esteve aliado à corte castelhana de Madrid nem tinha plenos poderes para me aplicar pesados impostos. Este travestiu-se de E.Coli e andou por aí a causar-me estranhas sensações.



O Miguel de 1640, quando se apercebeu que não podia fugir, escondeu-se num armário, fechou-se lá dentro, e tinha uma arma. O que o denunciou foi o tamanho do armário. Ao tentar mudar de posição, remexeu-se, o que bastou para os conspiradores rebentarem a porta e o crivarem de balas. Depois atiraram-no pela janela fora.

Pois eu utilizei a velha técnica da medicina contemporânea, isto é, fui ao Sr. Doutor e fiz umas análises. Lá estava ele escondido – no caso, uma ela – ainda com cara de comprometida, a tentar criar mais caos à sua volta. Mas esta Coli é daquelas que têm no seu ADN o gene da traição. O nosso ‘organismo’ está cheio delas e na sua grande maioria têm boas intenções. Esta NÃO, era o meu ‘Miguel de Vasconcelos’. São elas, as E-Coli, que nos protegem da invasão de outras bactérias, com o objetivo de nos ajudarem a garantir o bom funcionamento dos sistemas.

De facto andei com os sistemas meio confusos durante algumas semanas, mas a Filipa equilibrou a confusão. Ainda assim não houve quebra no serviço, foram dias de festa, jantares e almoços sucessivos sem cessar.  


  
Filipe Coutinho

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